quinta-feira, 9 de junho de 2011

"E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?"


Eduardo e Mônica

Legião Urbana

Composição : Renato Russo
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

NOTA DA UNIDOS PRA LUTAR - BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO


SOLIDARIEDADE À JUSTA LUTA DOS BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO
LIBERDADE IMEDIATA AOS PRESOS POLÍTICOS DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL

Reunião de Bombeiros na ALERJ

439 soldados presos, dezenas de feridos e completo desrespeito aos direitos humanos foi o saldo da operação realizada pela Tropa de Choque da Policia Militar e pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE) para desocupar o Quartel Central do Corpo de Bombeiros tomado por mais de 2 mil soldados no dia 04/06. Os bombeiros há mais de um mês reivindicam reajuste salarial e melhores condições de trabalho, sendo que no Rio de Janeiro recebem R$ 950 reais de salário.

A ação de repressão e despejo foi ordenada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB) um dos principais aliados da presidente Dilma Rousseff e por muito pouco não termina em tragédia.

Na coletiva a imprensa dada pelo governador horas após o conflito estampava-se em sua face o ódio e o desprezo para com a categoria e seus familiares.

Sérgio Cabral com o cinismo que lhe é peculiar chamou de vândalos os trabalhadores (as) que durante as últimas tragédias naturais ocorridas no estado não mediram esforços para salvar milhares de vidas soterradas pela lama. 

Tragédia de dimensões gigantescas cujos responsáveis são a maioria dos políticos e seu total descaso com os problemas da população e dos trabalhadores. Pouco lhes importa que os bombeiros tenham salários arrochados ou que famílias inteiras fiquem sem teto, porque eles já são podres de rico! No caso do governador, dono de uma luxuosa cobertura no Leblon e de uma mansão em Angra dos Reis enquanto que o Ministro da Casa Civil de Dilma, Antonio Palocci ganhou nada menos que R$ 20 milhões de reais em quatro anos, traficando influências e vendendo informações privilegiadas para empreiteiras e banqueiros amigos do PT/PMDB que financiaram suas campanhas eleitorais.

O estado do Rio de Janeiro se prepara para receber dois mega-eventos esportivos, que deveriam ser preparados com toda seriedade. Mas estão gastando bilhões de reais em obras sem nenhuma transparência para favorecer suas amigas empreiteiras das quais eles com certeza receberão generosas “propinas”, enquanto que, para os trabalhadores, para segurança publica, para saúde ou educação é cada vez menos orçamento e mais ajuste!

Por trás do glamour que ostenta nossa cidade maravilhosa existe uma enorme desigualdade social. De um lado a ganância dos ricos que controlam a Super-via, as Barcas S/A e que detém parte do negocio gerado pelo monopólio da água e do esgoto, do outro lado uma população que se pendura nos trens e paga uma das passagens de ônibus mais caras do país.

A luta dos trabalhadores (as) do corpo de bombeiros é parte da luta que vem travando trabalhadores em educação e o conjunto dos servidores estaduais contra o governo do estado por melhores salários e condições de trabalho. Por isso todos devem estar unidos nessa luta.

A resposta que vem dando Sergio Cabral às justas reivindicações dos trabalhadores (as), em especial do Corpo de Bombeiros, não tem sido a destinação de uma parte dos royalties provenientes da produção do petróleo e do pré-sal, ao contrário, tem sido bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e uma completa criminalização das lutas salariais. Daí que os bombeiros presos são todos presos políticos do Governo do Estado, por exercer o legítimo direito de lutar por melhores salários!

Exigimos a libertação imediata desses trabalhadores e a imediata abertura de negociação com a categoria no sentido de atender suas justas reivindicações.

Não aceitaremos nenhum processo disciplinar que macule a vida profissional dos “heróis” trabalhadores que arriscam suas vidas para salvarem vidas.

Enquanto todos fogem do fogo, nossos heróis são obrigados a encarar o fogo. Enquanto todos fogem do perigo, nossos heróis são obrigados a enfrentar o perigo. 

Sabemos reconhecer como trabalhadores que somos a luta dos bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Sua luta é nossa luta. ESTAMOS JUNTOS!

É principio de UNIDOS PRA LUTAR A SOLIDARIEDADE DE CLASSE a todos os trabalhadores que lutam contra os governos e os patrões por melhores salários e condições de trabalho.
  
Nesse sentido, colocamos a disposição dos Bombeiros e seus familiares a limitada e humilde estrutura política e material de nossos sindicatos e associações para ajudar que sua luta seja vitoriosa. Isso significa a utilização de nossas sedes, carro de som, telefones e apoio financeiro para ajudar a coordenar sua luta que já é nacional. NENHUM PASSO ATRÁS. FIRMES NA LUTA ATÉ A VITÓRIA!
 
UNIDOS SOMOS FORTES!
QUEM É! QUEM É! É O BOMBEIRO NO LOCAL!

“Rija luta aos heróis aviventa,
Inflamando em seu peito o valor,
Para frente o que importa a tormenta
Dura marcha ou de sóis o rigor?
Nem um passo daremos atrás,
Repelindo inimigos canhões
Voluntários da morte na paz
São na guerra indomáveis leões”.

Estrofe do Hino do Soldado do Fogo (Bombeiros)
Letra: Tem. Sérgio Luiz de Mattos - Música: Cap. Antonio Pinto Júnior

Rio de Janeiro-RJ, 05 de Junho de 2011.
  
UNIDOS PARA LUTAR
Associação de Sindicatos Livres e Independentes
FONE: (21) 9362-0403. e-mail: unidospralutar@ymail.com
Endereço na Internet: http://unidospralutar.blogspot.com/

terça-feira, 24 de maio de 2011

TODO APOIO ÀS CANDIDATURAS DAS PROFESSORAS SIRLIANE E CLÁUDIA DURANS À REITORIA DA UFMA

EM DEFESA DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, DEMOCRÁTICA, TRANSPARENTE E DE QUALIDADE!


Uma vez mais a UFMA passa por eleições para a reitoria. Uma vez mais dois blocos se articulam em posições antagônicas.

Um, apegado ao poder a qualquer custo (se precisar mudar as regras do jogo para ganhar a consulta, como já se fez, muda-se!), à bajulação do governante de plantão (seja FHC–Lula–Dilma, seja Roseana Sarney–José Reinaldo–Jackson–Roseana Sarney), à gestão obscura das fundações Sousândrade e Josué Montelo, à gestão antidemocrática da universidade, à concepção fast food da educação superior, voltada para os interesses do mercado.

Outro conjunto de forças comprometido com a resistência ao processo neoliberal que se alastra dos organismos internacionais às universidades brasileiras, defensor de uma consulta universitária que se encerre em si mesma, de gestão participativa-transparente-democrática da universidade, que não aderiu às benesses do poder Lula-Sarney, que constrói a universidade de qualidade no cotidiano da produção científica, que não se deixa cooptar e mantém a autonomia de suas entidades representativas.

Não há meio termo. Não há conciliação entre essas duas concepções de universidade. A eleição de reitor não pode ser uma dívida a ser paga do processo eleitoral externo à UFMA ou pelas bolsas estudantis recebidas do reitor ou pelo apoio a projetos de pesquisa, obrigação de uma instituição que se pretende referência na construção do conhecimento. Um bloco é expressão da aliança tucano-roseanista, sob apoio de setores lulistas. O outro bloco, é a afirmação das forças da autêntica esquerda universitária.

A próxima administração superior da UFMA NÃO PODE ATRELAR O FUTURO DA UNIVERSIDADE À ILUSÃO DO REUNI, como faz a atual administração. A implementação do projeto do governo federal para a universidade pública escamoteia o debate de seu desmonte com o projeto de expansão das vagas via REUNI, sem a previsão de recursos suficientes que acompanhe esse processo, resultando em salas superlotadas, quadro de professores insuficiente, falta de assistência estudantil etc. Esse quadro tende a se agravar, uma vez que, com o corte de mais de R$ 50 bilhões anunciados pela presidente Dilma, não se terá recursos suficientes para sanar os problemas da universidade pública brasileira, como também haverá dificuldades de concluir as obras iniciadas. Nesse contexto, O ENSINO À DISTÂNCIA NÃO PODE SER A BASE DA EXPANSÃO DA UNIVERSIDADE.

A próxima administração superior da UFMA NÃO PODE SILENCIAR ANTE À CORRUPÇÃO INSTALADA NA CONCESSÃO DE BOLSAS DA FAPEMA; NÃO PODE SER FICHA SUJA, com suas contas rejeitadas; NÃO PODE GESTAR OS RECURSOS PÚBLICOS A SEU BEL-PRAZER, sem consulta à comunidade acadêmica; ser intransigente e interditar o debate democrático dos rumos da UFMA ou intervir nas organizações representativas da comunidade, buscando sua cooptação; NÃO PODE MANTER ESSE PROCESSO DE ESCOLHA ANTI-DEMOCRÁTICO DE SEUS DIRIGENTES, ainda resquício da Ditadura Militar, sob o voto de uma consulta que pode simplesmente ser desconhecida pelo Conselho Universitário, como já ocorreu na UFMA pouco tempo atrás.

Diante de tudo isso, não há o que titubear. Para garantir a continuidade da luta e a resistência na UFMA, O PSOL MANIFESTA SEU APOIO ÀS CANDIDATURAS DAS PROFESSORAS SIRLIANE E CLÁUDIA DURANS. Para o PSOL, votar em uma delas é votar pela UFMA comprometida com a mudança na educação superior maranhense. Pela força da mulher, um caminho autônomo e de resistência à gestão da UFMA!

PSOL - Partido Socialismo e Liberdade

PALOCCI TEM QUE SAIR!


Mais uma vez o governo do PT enfiado ate o pescoço em denúncias de corrupção. Mais uma vez a Casa Civil exalando o cheiro podre como central de negócios sujos. Mais uma vez Palocci como protagonista de ilícitos que levam ao enriquecimento fácil. Nada é novo, o problema é saber até quando se podem tolerar desculpas esfarrapadas para justificar o assalto aos cofres do Estado em beneficio destes grupos que chegam ao poder.

Diferente de seus antecessores, José Dirceu e Erenice Guerra, que comandaram o mensalão e esquemas de propinas, o atual Ministro Palocci, nem precisou chegar à poderosa Casa Civil para receber rios de dinheiro. Uma pequena antecipação pelos serviços que iria prestar para traficar influências e repassar as valiosas informações que fornecem as entranhas do Estado.

Para a tropa de choque do governo Dilma, que enfrenta “indignada” o questionamento da opinião pública, o enriquecimento do Ministro Palocci é normal. Ministros, senadores e deputados, encabeçados pelo próprio Sarney, numa atitude de auto-proteção, tentam explicar que não tem nada de irregular um ex-ministro multiplicar seu patrimônio em 20 vezes no curto período de quatro anos. Mas quais são as qualidades excepcionais deste Ministro, para construir uma fortuna de muito mais de 20 milhões em tão pouco tempo?

Certamente que esse meteórico enriquecimento não foi produto de sua excepcional inteligência nem dedicação ao trabalho e sim de sua localização em postos chaves do governo. A partir desses cargos, Palocci detém valorosas informações sobre os caminhos para chegar ao dinheiro público, que vende a peso de ouro para o grande capital, seja financeiro, agronegócio, empreiteiras ou outras corporações. Palocci está nesse cargo porque, além de homem de confiança de Lula e do PT, é “o cara” de confiança de todos eles, dos chamados “mercados”.

Claro que a mudança de Palocci, de militante de esquerda e médico a intermediador de milionários negócios a serviço das grandes empresas não é um fato individual. O PT no governo, seus dirigentes, deputados, ministros, governadores, prefeitos, vereadores, secretários, seja no primeiro, segundo ou terceiro escalão, descobriram que é muito fácil virar rico. Seguiram a receita dos burocratas e ditadores capitalistas chineses que afirmaram que “é glorioso ser rico”. E tanto lá como cá, a riqueza individual alcançada pelas autoridades que deveriam servir ao bem público é ampliada por entregarem os bens da nação, o suor do povo e o esforço de gerações para os bilionários de turno que compram facilmente estes políticos venais. Um exemplo disto é a bancada de deputados e senadores do PT que já tem 14 milionários.

O financiamento de campanha é o primeiro passo para esta parceria. Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Correia, junto com os donos do Bradesco, do Itaú e de outras instituições financeiras e os bilionários do agronegócio, estão entre os maiores doadores das campanhas de Dilma Roussef e demais candidatos petistas e demo tucanos. De acordo com as noticias da imprensa, outra empreiteira, a WTorre, que faz negócios milionários com a Petrobrás e os fundos de pensão Funcef e Previ, é doadora da campanha da Presidente Dilma e do Ministro milionário Palocci. A partir daí é fácil virar “cliente” do político que também é “consultor” das empresas que recebem valiosas “dicas”, que com certeza representam para o investidor um retorno bem superior ao investido na compra da sigilosa informação. Alguém imagina quanto lucraram os que pagaram a Palocci os 20 milhões? É a mesma razão que leva a banqueiros e multinacionais a pagarem até U$S 500 mil por palestra no exterior, nas quais o ex-presidente Lula vende seus “conselhos” e conhecimentos obtidos nos oito anos de governo.

Esses são os “ralos” pelo que sai o dinheiro que deveria ir para educação, saúde, segurança, moradia, salários. Os contratos para pedágios, construção de portos, navios, casas, estádios, estradas, aeroportos, plataformas, hidrelétricas são na maioria das vezes super faturados; não se investe nas obras o prometido nos contratos; o material de má qualidade faz com que prédios desabem; os controles são inexistentes e as licitações de carta marcada. A novidade agora é uma “mudança” na lei de licitações para favorecer os amigos do poder nas obras para a Copa e Olimpíadas. Mas se isso não bastasse, tem os créditos fartos do BNDES, com juros camaradas e prazos a perder de vista.

Palocci e os políticos da base governista, como antes fizeram os ministros e políticos do tucanato, enquanto enchem o próprio bolso e o dos seus verdadeiros patrões que são as grandes empresas, impõem reformas da previdência que tiram direitos; decidem um salário mínimo que não cobre as necessidades de uma família trabalhadora; cortam verbas da saúde, da educação, da prevenção de catástrofes, da segurança para fazer superávit primário e pagar ao sistema financeiro 1,7 bilhão de reais por dia em juros e amortizações de uma dívida ilegal e imoral. Afastando-se de sua origem como trabalhadores e como militantes de esquerda, vivem como ricos e pensam como tais, sem preocupação com a inflação e sem pudor para congelar salário do servidor público ou deixar milhares de desabrigados na rua.

Ao amparo deste tipo de políticos e de governo, aumentam as máfias como a dos “sanguessugas”, a das ambulâncias, a dos roubos da merenda escolar, e todo tipo de ilegalidades de verdadeiras quadrilhas que se espelham nos governantes e se favorecem da impunidade que a todos eles protege. Proteção mútua necessária como são os pactos de silêncio entre as máfias, porque todos eles são cúmplices dos escandalosos roubos de dinheiro publico.

Palocci tem que sair

Sua trajetória está trilhada de obscuros negócios à margem da lei, como a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, que denunciou que Palocci, reunia-se na mansão de Brasília onde lobistas e políticos celebravam suas negociatas, regadas à Whisky e champanha importados. Por isto ante este mais novo escândalo, Palocci deve sair já do governo!

Até que não se imponha o financiamento público das campanhas eleitorais e a obrigação de abertura dos sigilos bancário e fiscal de todos os políticos ocupantes de cargos públicos, continuarão se enriquecendo mandando e desmandando os Palocci, Dirceu, Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, etc. à serviço do grande capital, esvaziando os cofres públicos e penalizando a população trabalhadora.

Mas para mudar este podre regime político do poder econômico e da corrupção, mandar estes lobistas milionários e os novos milionários políticos corruptos como Palocci para a cadeia e devolver aos cofres tudo o que roubaram, é necessário que o povo se organize e lute nas ruas, como fizeram no Egito ou na Tunísia. Os estudantes e a juventude de Brasília, que expulsaram um reitor corrupto e um governador como Roriz através de sua mobilização, são o exemplo mais próximo a seguir.

Coordenação Nacional da CST – PSOL - 22 de Maio de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Banda Nova Bossa

Ontem procurando o que fazer no fim de semana, descobri na net que amanhã (16/04/2011) vai haver um show Tibuto a Los Hermanos lá no Espaço Catarina Mina no Reviver (Centro Histórico de São Luís) com bandas e músicos convidados. Até aí tudo bem, liguei pra um amigo que assim como eu é louco por Los Hermanos, fiz o convite pra irmos ao show, etc.
Uma das bandas que vai tocar é a Nova Bossa - que até então eu não conhecia. Fiquei curiosa, achei estranho e pensei se tratar de uma coisa mais Bossa Nova mesmo, mas com a cara dessa nova geração da bossa. Ativou minha cuiriosidade mais ainda o fato de ter ouvido uma música bacana, nova, tocando na rádio Universidade FM que ao final o locutor aunciou ser dessa banda que vai está no show amanhã.
Então vasculhando na internet achei uns vídios e uma entrevista muito recente da banda no programa Vertentes da Universidade FM. É uma banda formada por garotos, todos muito jovens mesmo, mas com músicas de muita qualidade. Eles tocam principalmente músicas de composição deles, aliás eles já possuem cerca de 60 composições e dessas já gravaram umas 10.
Vale a pena conferir!
Abaixo o vídeo onde eles cantam "Casa Amarela".










quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um pouco sobre a história da Bossa Nova

Se a própria definição de Bossa Nova já é discutível, mais incerto ainda é seu nascimento. Marcos são necessários para que empresas e gravadoras possam encher as prateleiras das lojas com lançamentos e compilações. 2008 ficou marcado como o cinqüentenário do estilo, tendo como referência o lançamento do LP “Canção do amor demais”, de Elizeth Cardoso, e o famoso (merecidamente) “Chega de Saudade”, do baiano João Gilberto. Longe de pôr à prova esses dois álbuns, mas o que seria deles sem a participação da dupla de compositores mais importantes da música brasileira: Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim?

Embora tanto Tom quanto Vinicius tenham composto em variados estilos, eu me arriscaria a afirmar que a Bossa Nova nasceu quando o ainda desconhecido pianista aceitou o pedido do renomado poeta para participar da criação das músicas da peça “Orfeu da Conceição”.

O sensível espetáculo só poderia mesmo ter saído da cabeça de Vininha: um mito grego transposto aos morros cariocas – perfeito encontro entre o erudito e o popular. Resumidamente, na história do poeta e diplomata, Orfeu era um morador de favela negro apaixonado pela bela Eurídice. O principal encanto de Orfeu era a sua música. Na peça, a lira grega se transforma no mágico (e já “abrasileirado”) violão.

Assim como o surgimento da Bossa, várias versões são contadas para o primeiro encontro de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. A princípio, o responsável pelas músicas da peça seria Vadico, o parceiro de Noel Rosa. Por problemas de saúde, o pianista recusou o convite do Poetinha. Tanto no encarte do CD “Orfeu da Conceição” (com texto de Rodrigo Faour, escrito em 2006) quanto no Songbook “Orfeu” (lançado pela Jobim Music, em 2003), atribui-se ao jornalista Lúcio Rangel a idéia de indicar o jovem Tom a Vinicius. Em “Chega de Saudade” (livro de Ruy Castro lançado em 1990), conta-se que o nome de Tom já estaria sendo soprado no ouvido do poeta por Ronaldo Bôscoli, que, na época, era cunhado de Vinicius.

Ninguém discute, porém, que os dois já se conheciam apenas de vista do Clube da Chave, em Copacabana, onde Vinicius lembra ter se surpreendido com o “jeito diferente” que Tom tocava a música “Tão Só”. Fato é que tempos depois, no bar Villarino, centro do Rio, o Poetinha apresentou a proposta da peça a Jobim, ao que este, sempre preocupado com o pagamento do aluguel, respondeu: “Mas tem um dinheirinho nisso aí?”. A história ficou quase tão famosa quanto os novos parceiros que acabavam de se firmar.

“Orfeu da Conceição” já nasceu grande. Texto e letras de Vinicius de Moraes, música de Antonio Carlos Jobim, cenários de Oscar Niemeyer e um elenco só com atores negros que pisariam pela primeira vez no palco do Teatro Municipal. A peça estreou no dia 25 de setembro de 1956 e fez tanto sucesso que no dia 1º de outubro do mesmo ano, a gravadora Odeon lançou um LP com as músicas cantadas por Orfeu (neste caso, interpretadas pelo cantor Roberto Paiva, escolhido pelo diretor artístico Aloysio de Oliveira), uma abertura instrumental de Jobim inspirada na “Valsa de Eurídice” e o “Monólogo de Orfeu” declamado pelo poeta com a melodia de “Modinha” ao fundo.

O álbum não fez tanto sucesso na época quanto à peça. Isso porque a Odeon optou por lançá-lo em dez polegadas, ou seja, maior que um compacto e menor que o LPs com capacidade de 12 faixas. Poucas pessoas tinham o aparelho necessário para este formato, por isso, o disco “Orfeu da Conceição” ficou restrito à elite.

Nem isso ofuscou o brilho das canções. Para escrevê-las, Tom e Vinicius refugiaram-se em um endereço que logo ficaria famoso: o apartamento de Tom, na Rua Nascimento Silva 107. Lá nasceu “Se todos fossem iguais a você”, primeira parceria da dupla que foi constantemente regravada nesses mais de 50 anos de existência.

O que falta para “Se todos fossem iguais a você” ser considerada Bossa Nova? Admito que a interpretação de Roberto Paiva fica longe do caráter “desafinado” dos bossanovistas. Mas letra e melodia são indiscutivelmente modernas.

A fase de transição é perceptível neste álbum. Na “Ouverture”, a orquestra de 35 integrantes regida por Tom segue à risca o encontro de erudito e popular. É notável a admiração do maestro tanto por Villa-Lobos quanto por Nelson Cavaquinho. A música começa com caráter clássico, é transformada pelo violão de Luiz Bonfá e termina em um legítimo samba.

Percebo em “Um nome de mulher” e “Eu e o meu amor” uma influência maior do samba tradicional. Talvez pela interpretação mais dramática, até um tanto chorosa, de Roberto Paiva. Acredito que o recurso do coro também reforce essa característica.

Em “Mulher, sempre mulher” e “Lamento no morro” sinto mais uma vez a modernidade que resultaria anos mais tarde na Bossa Nova. Letras leves e o violão se impondo à melodia.

No ano em que tanto se fala sobre “Canção do amor demais” e “Chega de Saudade”, pouco é explicado sobre o que era produzido antes. “Orfeu da Conceição” foi um marco na música e no teatro brasileiro, embora tal fato não seja tão reconhecido. Na história, a favela se torna o Monte Olímpo, onde quem reina é Orfeu e seu violão. Na trilha, a música dos deuses: o fruto do que seria apenas o começo da parceria que mudou a história da música popular brasileira.
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Fonte:http://www.bossanova.blogger.com.br/