sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Para que servem as pesquisas eleitorais?

Nós socialistas revolucionários não temos dúvidas de que a transformação real da vida dos trabalhadores e da maioria do povo explorado virão com a vitória nas eleições. Como bem nos disse Engels na Introdução de "As Lutas de Classes na França de 1848 a 1850" de Karl Marx, ainda assim as eleições cumprem um papel importante:
"E se o sufrágio universal não tivesse oferecido qualquer outro ganho além de nos permitir, de três em três anos, contar quantos somos; de, pelo aumento do número de votos inesperadamente rápido e regularmente constatado, aumentar em igual medida a certeza da vitória dos operários e o pavor dos seus adversários, tronando-se assim no nosso melhor meio de propaganda; a de nos informar com precisão sobre as nossas próprias forças, assim como todos os partidos adversários e, desse modo, nos fornecer uma medida sem paralelo para as proporções da nossa ação e nos podermos precaver contra a timidez e a temeridade inoportunas; se fosse essa a única vantagem do sufrágio universal, isso já era mais que suficiente." 
Insisto que o fim da injustiça social, da dominação de classes, da exploração e outras mazelas não acabarão através de uma possível vitória no processo eleitoral. Isso porque, obviamente, a classe dominante não entregaria de bom grado o poder à classe dominada (os trabalhadores e o povo explorado), caso estes vencessem as eleições. Mas além de tudo isso, o jogo "democrático" é feito com regras a impedir esse resultado eleitoral.
Pode parecer maluco, uma candidata a uma vaga na Câmara Municipal dizendo isso. Muitos (e)leitores meus podem se perguntar: então por que concorrer? Eu lhes respondo que pelo simples fato de que os trabalhadores/oprimidos precisam ter pessoas que os representem também nesses espaços que são domínio dos poderosos. Sim, certamente um vereador do PSOL ou do PCB ou do PSTU faria muita diferença em uma Câmara de Vereadores marcada pelo conluio político com o prefeito como é a de São Luís/MA. Com um mandato temos condições e meios para denunciar e fazer ecoar o grito dos excluídos.
Acontece que a possibilidade de isso acontecer - somente a possibilidade - já é motivo suficiente para atemorizar aqueles que há séculos dominam nosso povo. 
Desse modo, não são somente as regras formais do processo eleitoral que são desiguais e criadas para impedir uma vitória dos explorados nas urnas. Durante o processo em si, outros instrumentos são usados para acirrar ainda mais essa desigualdade. Estou falando especificamente das pesquisas eleitorais. 
Elas deveriam ser simplesmente um instrumento de consulta à opinião da população sobre o pleito eleitoral, sobre o candidato que é preferido pela maioria. Mas ao contrário, elas são usadas para manipular a opinião pública e fazer o eleitor (o menos esclarecido) acreditar que tal ou qual candidato é que está na preferência das pessoas e como em nosso país tem-se a cultura de ir de acordo com a maioria, muitos acabam mudando seu voto por acreditar que os candidatos que estão nas três primeiras posições são os que têm a real condição de vencer. Então, nesse caso, pensam muitos: "Pra que desperdiçar meu voto com o candidato  que está nas últimas posições?". (Uma das versões do "voto útil").
Acontece, meus caros, que pesquisa eleitoral não é urna apurada e em praticamente todas elas o que prevalece é o poder econômico. Ou seja, quem tem grana encomenda uma pesquisa e forja o resultado que quiser.
O que temos visto nas ruas não é nem de perto o que tem apresentado as pesquisas sobre a candidatura à prefeitura de São Luís da coligação PSOL/PCB. As pessoas têm declarado apoio, têm demonstrado votos de confiança, têm elogiado os programas eleitorais, etc. Não temos apenas um nome, o do companheiro Haroldo Sabóia, temos um programa de esquerda que vai tirar São Luís do caos social e que tem por aliados fundamentais os movimentos sociais. 
Não nos causa espanto que o IBOPE (a mando do Sistema Mirante) tenha nos dado 1% na pesquisa de ontem (20/09). Talvez se aparecêssemos com mais isso sim, poderia ser estranho, poderíamos até nos perguntar se estávamos incomodando tanto assim. Em outros estados essas questões são até mais mascaradas, mas num Estado com uma cultura oligárquica ainda tão entranhada, com um candidato do PT abençoado pela família Sarney, com um prefeito que passa 3 anos sem fazer absolutamente nada e na campanha eleitoral traz um vagão de VLT e apresenta o progresso a São Luís e com um filhinho do papai protegido pelo colo amigo de corruptos e outras espécies de bandidos não é de se estranhar o cenário apresentado pelo Sistema Mentira.
Nessas eleições em São Luís, O CAMINHO É PELA ESQUERDA!
Denise Vereadora 50550!

Programa Eleitoral 1 Denise Vereadora 50550


Nossas propostas como vereadora de São Luís



A mediocridade das propostas de Castelo




Não tenho muito tempo de ver os programas eleitorais na TV, por isso gosto de assisti-los depois no youtube. Pois bem, hoje quis ver qual o engodo da vez de João Castelo e deparei-me com o programa do dia 15/09, em que o nosso prefeito dialoga especialmente com as mães de alunos da rede municipal de ensino. Dentre outras coisas, o programa destaca a importâ
ncia do leite distribuído às famílias com alunos matriculados e o fardamento gratuito dado pelo município de São Luís.
Pois bem, não quero me deter muito a essas questões, apesar de considerar de grande relevância o fato de que a qualidade da Educação em São Luís do Maranhão, seja colocada pela administração de Castelo (PSDB) como satisfatória na medida em que as crianças recebem leite e fardamento escolar. Vale dizer que no vídeo aparece uma mãe dizendo: "A educação no município tá muito boa, meu filho tem o leite, a farda". Outra mulher representando mãe de aluno também diz: "Só eu ganhar uma mochila cheia de farda pra meu filho, pra mim é tudo de bom".
Mas o que isso tem a ver com a qualidade do ensino municipal? Na Educação Infantil, por exemplo, temos uma professora para cerca de 25 crianças e às vezes em uma turma há uma ou mais crianças com necessidades especiais e somente esta mesma professora para dar conta desta turma. Isso só para dar um exemplo!
Pois bem, mas quero me deter em outra proposta do atual prefeito, candidato à reeleição: o Mãe Ludovicense. Segundo Castelo, este programa é para proteger as futuras mamães que estarão realizando o pré-natal na rede pública de saúde e terão direito a andar de ônibus e de VLT (mais uma vez o VLT!) de graça, ou seja, transporte gratuito, durante a gestação e o primeiro ano de vida da criança. Qual o objetivo mesmo desse programa? Segundo Castelo, proteger mães e bebês. Mas como assim? Não estou entendendo! Durante a gestação e o primeiro ano de vida da criança as mães terão direito a transporte gratuito para irem aonde quiserem. Isso me cheira demagogia, assistencialismo, etc. Sim, por que então não falar em passe livre para desempregados e desempregadas, além de estudantes? Ou por que não falar em gerar em empregos para que as mulheres (e homens) não dependam de programas paliativos? Por que não criar creches para que as mulheres possam deixar seus filhos em segurança e possam sair para trabalhar? Esses são apenas alguns questionamentos!
A segunda parte dessa proposta fala que as futuras mamães terão direito a um enxoval completo para o bebê: trata-se do auxílio enxoval. Pra quem não sabe este é um benefício eventual previsto em lei federal e em lei municipal e que é de responsabilidade dos municípios. Este benefício serve para garantir que as mães que não têm condições financeiras de comprar o enxoval tenham direito ao auxílio enxoval que se dará em forma de kit enxoval (fraldas, bolsa, manta, etc.) ou em pecúnia.
Como fazem parte da política de assistência social, esses benefícios eventuais (entre eles o auxílio enxoval) ficam sob a responsabilidade da Secretaria Municipal da Criança e da Assistência Social (SEMCAS), que tem por titular da pasta a srª Roseli de Oliveira Ramos, esposa do vereador José Joaquim Ramos, que é candidato novamente.
Pois bem, hoje uma gestante que se encontra em situação de vulnerabilidade social decorrente, por exemplo, de insuficiência de renda, procura um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua casa e solicita o benefício. Geralmente, é feita uma visita pela assistente social à usuária em questão (gestante) e comprovada a situação de vulnerabilidade é dado o parecer favorável e a solicitação do auxílio enxoval é feito à Coordenação de Benefícios Eventuais da SEMCAS.
O que é um direito assegurado em lei nem sempre é garantido de fato. Isso porque existem casos que nós assistentes sociais fazemos a solicitação quando a gestante está com 5 meses e ela tem o bebê e não recebe o enxoval. A alegação é a mesma de sempre por parte da SEMCAS: não tem enxoval, porque o fornecedor não foi pago, porque está em fase de licitação, etc, etc, etc. Sem contar que o próprio processo de solicitação desse benefício demora, pois nem sempre tem o carro para que a técnica do CRAS possa realizar a visita (falta de combustível é a desculpa mais usada).
Portanto, senhor Castelo, é muita cara de pau dizer que vai fazer algo inédito, quando nem a proposta e nem a forma de enganar o povo são inéditas!
Não tenho dúvidas de que São Luís merece mais, merece um prefeito e vereadores comprometidos com a maioria de nosso povo!
A velha e a nova direita só nos levam a buracos. São Luís, o caminho é pela esquerda! Com Haroldo Sabóia 50 e Denise Vereadora 50550!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?"


Eduardo e Mônica

Legião Urbana

Composição : Renato Russo
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

NOTA DA UNIDOS PRA LUTAR - BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO


SOLIDARIEDADE À JUSTA LUTA DOS BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO
LIBERDADE IMEDIATA AOS PRESOS POLÍTICOS DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL

Reunião de Bombeiros na ALERJ

439 soldados presos, dezenas de feridos e completo desrespeito aos direitos humanos foi o saldo da operação realizada pela Tropa de Choque da Policia Militar e pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE) para desocupar o Quartel Central do Corpo de Bombeiros tomado por mais de 2 mil soldados no dia 04/06. Os bombeiros há mais de um mês reivindicam reajuste salarial e melhores condições de trabalho, sendo que no Rio de Janeiro recebem R$ 950 reais de salário.

A ação de repressão e despejo foi ordenada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB) um dos principais aliados da presidente Dilma Rousseff e por muito pouco não termina em tragédia.

Na coletiva a imprensa dada pelo governador horas após o conflito estampava-se em sua face o ódio e o desprezo para com a categoria e seus familiares.

Sérgio Cabral com o cinismo que lhe é peculiar chamou de vândalos os trabalhadores (as) que durante as últimas tragédias naturais ocorridas no estado não mediram esforços para salvar milhares de vidas soterradas pela lama. 

Tragédia de dimensões gigantescas cujos responsáveis são a maioria dos políticos e seu total descaso com os problemas da população e dos trabalhadores. Pouco lhes importa que os bombeiros tenham salários arrochados ou que famílias inteiras fiquem sem teto, porque eles já são podres de rico! No caso do governador, dono de uma luxuosa cobertura no Leblon e de uma mansão em Angra dos Reis enquanto que o Ministro da Casa Civil de Dilma, Antonio Palocci ganhou nada menos que R$ 20 milhões de reais em quatro anos, traficando influências e vendendo informações privilegiadas para empreiteiras e banqueiros amigos do PT/PMDB que financiaram suas campanhas eleitorais.

O estado do Rio de Janeiro se prepara para receber dois mega-eventos esportivos, que deveriam ser preparados com toda seriedade. Mas estão gastando bilhões de reais em obras sem nenhuma transparência para favorecer suas amigas empreiteiras das quais eles com certeza receberão generosas “propinas”, enquanto que, para os trabalhadores, para segurança publica, para saúde ou educação é cada vez menos orçamento e mais ajuste!

Por trás do glamour que ostenta nossa cidade maravilhosa existe uma enorme desigualdade social. De um lado a ganância dos ricos que controlam a Super-via, as Barcas S/A e que detém parte do negocio gerado pelo monopólio da água e do esgoto, do outro lado uma população que se pendura nos trens e paga uma das passagens de ônibus mais caras do país.

A luta dos trabalhadores (as) do corpo de bombeiros é parte da luta que vem travando trabalhadores em educação e o conjunto dos servidores estaduais contra o governo do estado por melhores salários e condições de trabalho. Por isso todos devem estar unidos nessa luta.

A resposta que vem dando Sergio Cabral às justas reivindicações dos trabalhadores (as), em especial do Corpo de Bombeiros, não tem sido a destinação de uma parte dos royalties provenientes da produção do petróleo e do pré-sal, ao contrário, tem sido bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e uma completa criminalização das lutas salariais. Daí que os bombeiros presos são todos presos políticos do Governo do Estado, por exercer o legítimo direito de lutar por melhores salários!

Exigimos a libertação imediata desses trabalhadores e a imediata abertura de negociação com a categoria no sentido de atender suas justas reivindicações.

Não aceitaremos nenhum processo disciplinar que macule a vida profissional dos “heróis” trabalhadores que arriscam suas vidas para salvarem vidas.

Enquanto todos fogem do fogo, nossos heróis são obrigados a encarar o fogo. Enquanto todos fogem do perigo, nossos heróis são obrigados a enfrentar o perigo. 

Sabemos reconhecer como trabalhadores que somos a luta dos bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Sua luta é nossa luta. ESTAMOS JUNTOS!

É principio de UNIDOS PRA LUTAR A SOLIDARIEDADE DE CLASSE a todos os trabalhadores que lutam contra os governos e os patrões por melhores salários e condições de trabalho.
  
Nesse sentido, colocamos a disposição dos Bombeiros e seus familiares a limitada e humilde estrutura política e material de nossos sindicatos e associações para ajudar que sua luta seja vitoriosa. Isso significa a utilização de nossas sedes, carro de som, telefones e apoio financeiro para ajudar a coordenar sua luta que já é nacional. NENHUM PASSO ATRÁS. FIRMES NA LUTA ATÉ A VITÓRIA!
 
UNIDOS SOMOS FORTES!
QUEM É! QUEM É! É O BOMBEIRO NO LOCAL!

“Rija luta aos heróis aviventa,
Inflamando em seu peito o valor,
Para frente o que importa a tormenta
Dura marcha ou de sóis o rigor?
Nem um passo daremos atrás,
Repelindo inimigos canhões
Voluntários da morte na paz
São na guerra indomáveis leões”.

Estrofe do Hino do Soldado do Fogo (Bombeiros)
Letra: Tem. Sérgio Luiz de Mattos - Música: Cap. Antonio Pinto Júnior

Rio de Janeiro-RJ, 05 de Junho de 2011.
  
UNIDOS PARA LUTAR
Associação de Sindicatos Livres e Independentes
FONE: (21) 9362-0403. e-mail: unidospralutar@ymail.com
Endereço na Internet: http://unidospralutar.blogspot.com/