quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Pra quem diz que não há lutas no país, vejam só
Servidores do Judiciário invadem Assembleia de São Paulo
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DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO
Servidores do Judiciário paulista, em greve há 120 dias, invadiram na noite de hoje o plenário José Bonifácio, da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). A ocupação foi pacífica, mas, segundo eles, não tem hora para acabar.
O grupo de 32 servidores disse que só deixará a sala quando tiver suas reivindicações atendidas. Eles pedem a recomposição de perdas salariais, o julgamento do dissídio coletivo e a instalação de CPI (Comissão parlamentar de Inquérito) para investigar os gastos do Tribunal de Justiça do Estado.
Servidores do Judiciário em Bauru pedem reposição salarial com cachorro-quente
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Essa é a terceira invasão a órgãos públicos promovida pelos grevistas. Eles já haviam ocupado o Fórum João Mendes, na capital paulista, e o Palácio da Justiça.
"Essa é mais uma medida desesperada e radical, mas é definitiva. O tribunal não quer negociar conosco. Queremos que os três poderes se reúnam para discutir a nossa situação", afirmou à Folha Osmar da Silva, escrevente do Fórum de Jundiaí, que está entre os invasores.
O deputado estadual major Olímpio (PDT), que acompanha as negociações entre grevistas e magistrados, está no local e busca uma solução. "Eles querem pressionar o Executivo, que, ao lado do Judiciário, fica fazendo um jogo de empurra com os servidores."
O tribunal diz que não há verba para conceder aumentos salariais. Os grevistas estão com agasalhos, cobertores e levaram alimentos e água para a Assembleia. Quando os grevistas invadiram o João Mendes, a entrada de água e comida no local foi proibida, para sufocar a ocupação.
Plínio defende estatização da saúde e critica transferência de gestão dos hospitais
Candidato do P-SOL voltou a defender nesta terça-feira (24) a estatização de toda a rede de saúde privada.
Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
Apesar de ter gasto cerca de R$ 37 milhões para reformar e reequipar o hospital, no início do ano, o governo estadual transferiu a gestão da unidade para a responsabilidade da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (APDM), entidade sem fins lucrativos ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
"Isso é uma terceirização e, portanto, eu acho que ele [o hospital] deixou de ser público ao passar a ser gerenciado por uma organização social. Não vejo porque o próprio estado não pode administrar", disse Plínio. O superintendente do hospital, Otávio Becker, contestou o candidato afirmando que "o atendimento é feito 100% por meio do SUS".
De acordo com Becker, com o gerenciamento da organização, o atendimento ambulatorial saltou de aproximadamente 3,5 mil pacientes mensais para os atuais 9.7 mil, enquanto o número de cirurgias de 100 para 400 ao mês. Sobre a transferência da endocrinologia para o bairro de Heliópolis, motivo de crítica do candidato do P-SOL, o superintendente disse que a iniciativa foi realizada em junho de 2009, antes da APDM assumir a unidade. Becker ainda garantiu à Agência Brasil que os gastos de custeio do hospital se mantiveram inalterados desde que a organização passou a administrar a unidade de saúde.
"Também somos contra a mercantilização da saúde pública", afirmou Becker. "A questão é de gestão, já que as organizações sociais são muito mais ágeis se comparada à administração direta. Nossos gastos são auditados por todos os órgãos, muito mais que os da administração direta pois nós temos que prestar contas mensalmente. Além disso, trabalhamos com índices não só para medir a quantidade, mas também o nível de satisfação dos pacientes”, disse.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Essa é uma piada de muito mau gosto
'Não é piada, é a realidade', diz Tiririca sobre slogan de campanha
DE SÃO PAULO
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Candidato do PSOL apoia privilégio a fabricação de veículos coletivos e re-estatização de empresas do setor elétrico Presidenciável diz não ter programa e que só no governo vai poder "dimensionar o que será possível fazer"
PLÍNIO FRAGA
DO RIO
O candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, retoma, em suas diretrizes eleitorais, antigas propostas da esquerda radical brasileira e inclui proposições inusitadas como privilegiar a fabricação de veículos coletivos e fazer acordo com a Embraer (hoje privada) para construir turbinas para produzir energia eólica.
Entre as propostas estão auditoria da dívida pública e de todas as concessões de rádio e TV, re-estatização da Vale e das empresas do setor elétrico, jornada de trabalho de 40 horas e reforma agrária e limitação do latifúndio.
Católico, as diretrizes de Plínio apoiam a legalização do aborto e propostas genéricas como "fazer reparações a descendentes de escravos" e contratar com carteira assinada todos os "informais".
Em manifesto, intelectuais do porte do crítico literário Alfredo Bosi, do geógrafo Aziz Ab'Saber, do advogado Fábio Konder Comparato, do criador do Fórum Social Mundial e ex-vereador Francisco Whitaker, do especialista em gás Ildo Sauer, do filósofo Paulo Arantes e do sociólogo Ricardo Antunes anunciaram apoio a Plínio.
Ao ser questionado sobre o que faria se eleito, ele evita assumir compromissos.
"Não temos no momento um programa de governo, mas propostas. Só quando chegarmos ao governo poderemos dimensionar o que será possível fazer", disse.
Ildo Sauer -especialista em energia, ex-petista e amigo de Plínio- evita comentar pontos polêmicos.
"Não posso opinar diretamente. Mas mecanismos de ampliação de mobilidade das pessoas por meio de transporte coletivo e uso racional dos recursos naturais são necessários", afirma.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores e a Embraer não quiseram comentar.
"Uma candidatura sempre representa uma visão de mundo. A candidatura do Plínio se baliza por conceitos que orientaram a criação do PT há 30 anos", diz Sauer.
FIM DO SENADO
O caráter muito polêmico, mas pouco esmiuçado das propostas de Plínio, cresceu quando ele defendeu a extinção do Senado por meio de emenda constitucional a ser votada pelo Congresso.
Ou seja, além de 2/3 dos votos da Câmara, o partido teria de arregimentar 54 dos 81 votos do Senado em favor da sua própria extinção. "O Senado é um valhacouto de oligarquias", afirmou Plínio.
A direção do PSOL o repreendeu porque a defesa da extinção da Casa seria apenas opinião do candidato.
O ex-vereador Francisco Whitaker relativiza as propostas. "Os votos que angariar não serão para ganhar a eleição, mas para sinalizar o apoio às propostas", diz.
sábado, 21 de agosto de 2010
ProUni não garante meta de jovens na universidade
DE BRASÍLIA
O documento classifica a iniciativa do ProUni como bem concebida, mas aponta problemas, como falta de indicadores de desempenho e baixo número de atendidos.
O percentual de jovens no ensino superior passou de 10,5% em 2004 (início do ProUni) para 13,9% em 2008. Em 1993, eram 5%. Os técnicos fizeram uma curva estatística em que só em 2020 a meta de 30% será atingida.
Mas talvez nem em 2020 ela seja alcançada. Um dos gráficos aponta que a curva da taxa de crescimento dos alunos que concluem o ensino médio está declinando.
OUTRO LADO
O Governo contestou o relatório do TCU e disse que a meta vai ser alcançada. Segundo a secretária da Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), Maria Paula Dallari Bucci, o governo vai alcançar os 30% de pessoas matriculadas no ensino superior, considerando o número de universitários de todas as faixas etárias em relação à população jovem.
Plínio Presidente! PSOL 50!!!!!!!!!!!!!
Com Plínio Arruda Sampaio, o PSOL é a opção de esquerda em 2010
A candidatura do PSOL se apresenta ao país em 2010 como uma opção de esquerda, socialista, popular, feminista, anti-racista e ecológica que inclua mudanças radicais no modelo econômico vigente e resgate a esperança no horizonte socialista.
Com Plínio Arruda Sampaio, o PSOL apresentará um programa que parte da ruptura com a política econômica, social e ambiental em vigor no país nos últimos 16 anos.
O PSOL vai às ruas com o seu candidato a presidente e sua militância disputar corações e ideias de milhões de brasileiros; dialogar com os movimentos sociais autênticos e apoiar as suas demandas e ações; buscar resgatar a necessária unidade de uma autêntica, combativa e renovada esquerda socialista, inspirada em 510 anos de resistência popular, operária, negra, indígena e feminista. Para alertar que o desemprego estrutural, as tragédias humanas e ambientais visíveis a cada enchente, a vida sem esperança e a violência nas grandes periferias e morros das capitais revelam que não há solução se for mantida a mesma política econômica, que todas as outras candidaturas defendem.
Na campanha presidencial, vamos debater com a população que o Brasil não vai bem como alardeiam os índices oficiais. Evidência disso são as tragédias vividas pelas populações de São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – no final do ano passado e começo deste - e, agora pelo povo de Alagoas e Pernambuco em decorrência da falta de infra-estrutura e de investimentos nos programas de combate às enchentes.
Os desabamentos em áreas de risco põem a nu também o desastre da política habitacional do atual governo, que anunciou com pompa um programa limitado a um milhão de moradias. Programa este que recebeu mais de 18 milhões de inscrições, o que significa que, dos inscritos no “Minha Casa, Minha Vida”, 17 milhões de famílias em todo o país já estão sobrando.
Romper o ilusionismo na política: acertar contas com a era neoliberal
Todas as candidaturas que se apresentam até aqui para a disputa das eleições presidenciais defendem o mesmo projeto e política econômica, que caminha para completar duas décadas no país. Dilma Roussef, candidata do presidente Lula, será a porta-voz de uma política que transformou o Brasil em um dos paraísos dos banqueiros, do mercado financeiro, com elevados juros que remuneram os títulos da dívida pública, e com uma sangria que mina cotidianamente o Orçamento da União.
Sob a “era Lula” não houve reforma agrária, e o agronegócio saiu ganhando. No início do primeiro governo Lula, Plínio Arruda Sampaio coordenou a elaboração do 2º Plano Nacional de Reforma Agrária, que previa assentar um milhão de famílias em quatro anos. O projeto foi engavetado e, passados quase oito anos de governo, pouco mais de 161 mil famílias foram efetivamente assentadas.
No governo Lula também não houve reforma urbana, e a especulação imobiliária e os interesses das empreiteiras na ampliação dos seus lucros prevaleceram. Aprofundou-se também a privatização da saúde e da educação, a entrega da Amazônia para o agronegócio e o latifúndio.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cada vez mais um plano de obras eleitoral, aprofunda sem qualquer parâmetro a débil política ambiental em vigor no país, em benefício das empreiteiras, das multinacionais e do agronegócio.
Não houve também uma política efetiva de combate à violência contras as mulheres, contra a discriminação racial e em relação aos crimes homofóbicos.
Quando a crise econômica mundial ameaçou abalar o mercado financeiro e os grandes grupos capitalistas no país, não faltou dinheiro público para salvar o grande Capital. Mesmo assim, um milhão de empregos foram pulverizados em menos de um semestre e o governo não aceita, até hoje, sequer votar a redução da jornada de trabalho.
Com relação à dívida pública e o orçamento social, cerca de 36% do Orçamento Anual da União vai para pagar juros e amortizações, enquanto programas como os gastos com saúde e educação giram em torno de 3% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Sob os dois governos Lula e os dois anteriores de Fernando Henrique Cardoso (FHC) prevaleceu o favorecimento ao capital financeiro, ao agronegócio, às grandes empreiteiras e a debilitação dos serviços públicos, dentro da lógica neoliberal. Enquanto isso, de acordo com dados divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60 milhões de brasileiros passam fome com frequência.
Essa aliança do governo com esses grandes setores está na raiz dos interesses e negócios que o país cada vez mais desenvolve no continente, sem nenhum vestígio de ruptura com a dependência do capital imperialista e com a vulnerabilidade externa aos humores da crise do capital.
Essa política se expressa, principalmente, por meio do financiamento público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em grandes projetos de infra-estrutura – estradas, hidrelétricas, exploração de petróleo – nos países vizinhos. Projetos que visam tão somente maximizar os lucros do capitalismo brasileiro à custa dos direitos dos povos originais e comunidades tradicionais, particularmente na Pan-Amazônia. Se expressa também na política de envio de tropas militares para o Haiti.
Foi justamente a aceitação das regras do jogo – as que partem do princípio de que o Estado brasileiro é um grande balcão dos grandes negócios capitalistas – que afundou o PT na mais grassa vala comum da corrupção e que gerou o mensalão, esquemas dos quais, registre-se também, faziam parte altas esferas do tucanato e que não eram novidade, visto a herança de negociatas do governo FHC durante as privatizações, devidamente mantidas na conjuntura atual, como se pode verificar nos escancarados escândalos de corrupção em governos como Yeda Crusius, do PSDB/RS, e de José Roberto Arruda, do DEM/DF.
Por isso, a candidatura de José Serra, da nefasta aliança tucanos-demos, não é nem de perto uma oposição: é uma continuidade deste modelo, dos pilares do neoliberalismo, mesmo em tempos de crise. Basta ver o desfecho do governo Arruda para se ter ideia do desastre que também seria uma vitória eleitoral dos tucanos.
Mas é na prática que se vêem outras similaridades da candidata do governo e Serra. Quando veio a crise em 2008, o governo Lula e o governo Serra, em SP, deslocaram, cada um, R$ 4 bilhões para salvar os lucros da General Motors (GM), enquanto era aplicado naquele momento da crise um violento processo de violação dos contratos de trabalho, com redução de direitos e flexibilização da jornada.
Hoje há no país uma violenta política de criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. Política de extermínio consciente do Estado. O governo Serra e os governos estaduais do PMDB, estes da base governista federal, operam, por meio dos seus aparatos repressivos e do Judiciário, uma brutal perseguição a movimentos como o MST, MTST e MTL. E, da parte do governo federal, só não há um total silêncio e omissão porque, em relação aos trabalhadores do setor público, a política de criminalização das greves e dos sindicatos também está em andamento.
Nas favelas e periferias há uma “faxina” étnica e social, praticada por políticas de segurança anti-povo, que se traduz no assassinato de milhares de jovens, negros principalmente, a cada ano. Mas que se expressa também na segregação das populações mais pobres em territórios precarizados social e ambientalmente, expostos aos extremos climáticos, a mercê do narcotráfico e de outras mazelas sociais como a ausência de condições dignas em termos de serviços públicos e infra-estrutura – como, por exemplo, saúde, saneamento, condições de habitação.
Fecha o cenário a candidatura de Marina Silva, que frustrou expectativas dos que esperavam que sua ruptura com o governo fosse mais profunda. Esta se consolida como porta-voz de um liberalismo verde, filiando-se a um partido que tanto está na base do governo federal, como na composição de governos tucanos e democratas. Não por acaso, Marina Silva acabou de declarar que irá defender os 16 anos de política econômica vigente no país.
São três candidaturas essencialmente da situação e de continuidade do modelo.
É por isso que o PSOL apresenta seu candidato e seu programa nas eleições de 2010, pois só uma oposição e uma coerência de verdade irão contestar as falsas polarizações e alternativas.
Só o PSOL terá autoridade para defender as demandas e bandeiras históricas do povo trabalhador brasileiro.
Uma alternativa socialista: nossas tarefas e diretrizes
Para isso, o PSOL apresenta as seguintes diretrizes gerais e tarefas, que serão assumidas por todas as nossas candidaturas majoritárias e proporcionais:
Auditoria da dívida pública, com suspensão do pagamento dos juros e amortizações, controle do fluxo de capitais e do câmbio, com subordinação do Banco Central (BC) ao Estado e taxação progressiva das grandes fortunas (acima de R$ 2 milhões).
Defesa da reestatização da Vale; contra as privatizações, em especial a dos Correios (não à transformação da EBCT em Correios do Brasil S/A).
Defesa da soberania nacional, fim da privatização das florestas, revogação da MP 458, que legaliza a grilagem no campo; desmatamento zero.
Apoio aos povos indígenas, ribeirinhos e das populações tradicionais, contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte.
Pela revitalização e contra a transposição das águas do Rio São Francisco; contra obras que inviabilizam a permanência das comunidades tradicionais da região; defesa da revitalização e implantação de projetos para combater os efeitos da seca.
Defesa da Petrobrás 100% estatal; com monopólio estatal da produção e exploração de petróleo; controle estatal e social sobre o pré-sal; transição para fontes de energia renováveis.
Reforma agrária, defesa dos movimentos sociais sem-terra e das suas ocupações; limitação do tamanho da propriedade rural ao tamanho máximo de mil hectares, com expropriação de todas as terras que utilizem trabalho escravo e infantil.
Pela segurança alimentar da população, contra os alimentos transgênicos.
Reforma urbana: defesa dos movimentos sociais de sem-tetos e das ocupações urbanas; pelo direito à moradia digna, contras as remoções forçadas e por um plano de utilização de imóveis vazios que hoje servem à especulação imobiliária como ponto de apoio fundamental em uma política de habitação popular.
Fim da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza; anistia a todos os militantes e dirigentes dos movimentos perseguidos com mandatos de prisão, condenações e processo judiciais.
Manutenção do direito de greve e fim dos interditos proibitórios. Defesa do direito de greve dos servidores públicos; contra o arrocho salarial e o congelamento de salários do funcionalismo; contras as medidas e projetos que visam precarizar, privatizar e destruir os direitos dos servidores e os serviços públicos.
Fim do fator previdenciário e defesa da previdência pública.
Apoio à demarcação, homologação, titulação e garantia de inviolabilidade dos territórios indígenas, quilombolas e os territórios de matriz africana; combate ao racismo ambiental.
Redução da jornada de trabalho de 40 horas, sem redução de salários; fim da flexibilização da jornada e dos direitos trabalhistas, fim dos bancos de horas.
Defesa do Plano Nacional de Educação da Sociedade Brasileira e destinação de 10% do PIB para garantir educação pública em todos os níveis.
Fim do modelo de gestão por Organizações Sociais na Saúde e extinção das Fundações privadas na gestão pública; defesa da saúde pública universal, integral e com controle social.
Auditoria da dívida ecológica decorrente dos passivos ambientais provocados pelas grandes indústrias e o agronegócio; utilização do dinheiro do resgate dessa dívida para pesquisa e transição para matrizes energéticas limpas e renováveis.
Reforma política com participação popular, baseada no financiamento público exclusivo de campanha.
Em defesa da legalização do aborto, pelo fim da criminalização das mulheres.
Contra o racismo, a homofobia e o machismo.
Pela democratização dos meios de comunicação; auditoria de todas as concessões das emissoras de rádio e TV; fim da criminalização das rádios comunitárias; anistia aos comunicadores populares; proibição da propriedade cruzada dos meios de comunicação; banda larga universal operada em regime público; criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa de definição das políticas de comunicação com participação popular; políticas públicas de incentivo à implementação de softwares públicos e livres, ampliando o acesso e a democratização.
Apoiar as experiências e investir em novas iniciativas de economia solidária, cooperativas e associativas.
Retirada das tropas militares do Haiti e sua substituição por contingentes de médicos, técnicos e professores.
Política externa referenciada na soberania brasileira, no combate ao imperialismo e no apoio às lutas e à autodeterminação dos povos.
Combate sem tréguas à corrupção institucionalizada no Brasil - defendendo a punição de todos os envolvidos em denúncias de desvios de verbas, cassação de mandatos de parlamentares corruptos, financiamento público exclusivo de campanha.
terça-feira, 18 de maio de 2010
ABSURDO!
Cardeal irlandês permanece no cargo apesar de ter encoberto abuso
Colaboração para a Folha
O cardeal Sean Brady, 70, deu sinais nesta terça-feira de que permanece no comando da Igreja Católica na Irlanda, apesar de pedidos para que renunciasse por ter encoberto um caso de abuso sexual décadas atrás.
| Paul Mcerlane-14mar.10/Efe |
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| Cardeal da Irlanda Sean Brady pediu desculpas por ter ocultado denúncias de abuso sexual de crianças contra um padre |
Brady tinha dito anteriormente que estava envergonhado pelos acontecimentos nos anos 1970, quando esteve em encontros onde crianças tiveram de assinar votos de silêncio sobre alegações de abuso contra o padre Brendan Smyth, que depois foi condenado e morreu na prisão.
"Nos anos que ainda me restam como arcebispo de Armagh, estou completamente comprometido em continuar o significativo progresso que tem sido feito nos últimos anos em proteger as crianças", disse em comunicado.
A declaração foi feita após novos detalhes de abuso terem sido divulgados por um grupo de proteção a crianças mantido pela Igreja. Brady também disse ter falado com o papa Bento 16 pedindo "apoio adicional para seu trabalho, em nível episcopal".
"Acho que é a coisa certa a se fazer agora", disse Brady em entrevista a uma rádio.
Ele disse ter recebido muitas cartas comentando o caso. "Algumas pessoas [foram] críticas, mas a grande maioria apoiadora. E eu fiquei muito encorajado pela quantidade de orações que me foram oferecidas."
Brady acrescentou que sua diocese deve nomear um diretor em tempo integral para proteção das crianças, para lidar com futuras acusações e suspeitas de abuso, e reportar-se diretamente a autoridades civis.
Escândalos
Em novembro de 2009, o chamado informe Murphy, publicado depois de três anos de investigações, revelou como os chefes das dioceses de Dublin ocultaram abusos sexuais cometidos por padres e religiosos irlandeses contra centenas de crianças durante décadas.
Desde o informe, revelações de casos de pedofilia por membros do clero --que a hierarquia foi acusada de silenciar-- multiplicaram-se na Europa e no resto do mundo e chegaram a atingir o próprio papa, acusado na Alemanha e nos Estados Unidos de ter acobertado casos.
O órgão encarregado da proteção da infância da Igreja Católica da Irlanda recebeu, em um ano, quase 200 novas acusações de maus-tratos cometidos por padres contra crianças.
Segundo o National Board for the Safeguarding of Children in the Catholic Church (NBSCCC), no ano concluído em 31 de março passado foi recebido um total de 197 acusações de maus-tratos, registrados em sua maioria nos anos 1950 e 1960.
As acusações estão relacionadas com 97 dioceses e 110 instituições religiosas, e 83 dos supostos autores já morreram.
Europa
Na Europa, muitas alegações de acobertamentos de abusos sexuais envolvem Munique, na época em que o papa foi arcebispo da cidade, entre 1977 e 1981. Grupos de vítimas pedem ainda informações sobre as decisões tomadas pelo papa na época em que dirigiu o departamento doutrinal do Vaticano, entre 1981 e 2005.
Na Áustria, a imprensa local noticiou casos de abusos cometidos em dois institutos religiosos nas décadas de 1970 e 1980. Na França, a diocese de Rouen informou que um de seus padres está sendo investigado por "antigos delitos contra uma criança".
Os casos de pedofilia atingiram ainda a Holanda, onde a Igreja Católica recebeu 1.100 denúncias de pessoas que afirmam ter sofrido abusos sexuais por parte de membros do clero entre os anos 50, 60 e 70.
América
Nos EUA, as maiores autoridades do Vaticano, incluindo o então cardeal Joseph Ratzinger, teriam encoberto o reverendo americano Lawrence Murphy acusado de abusar sexualmente de 200 crianças surdas.
No Chile, Fernando Karadima Fariña, ex-pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus da Floresta, de Santiago, está sendo investigado por autoridades judiciais e eclesiásticas após denúncias de abusos sexuais, segundo informações do cardeal Francisco Javier Errázuriz.
No México, o fundador da congregação Legionários de Cristo, o falecido padre Marcial Maciel, é acusado de cometer abusos contra jovens seminaristas durante décadas.
No Canadá, o ex-bispo católico Raymond Lahey, que já tinha sido acusado de armazenar pornografia infantil, está sendo processado agora por agressão sexual pela Justiça. Ele renunciou em setembro a seu cargo da diocese de Antigonish, em Nova Scotia (leste).
O Vaticano reconheceu ainda os abusos cometidos por dois monsenhores e um padre do município de Arapiraca, a 130 quilômetros de Maceió (AL). Eles foram acusados de pedofilia por integrantes de um coro e por seus familiares.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u737139.shtml
